A segunda fase da Operação Armagedom cumpriu 24 mandados de busca e apreensão no Vale do Paraíba em 6 de agosto. A ação reuniu Ministério Público de São Paulo, Polícia Civil e Polícia Militar contra um grupo investigado por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.

As ordens foram autorizadas pela Justiça de São José dos Campos. Conforme informações do MPSP reproduzidas pela CBN Vale, também houve determinação de bloqueio patrimonial e acesso a dados eletrônicos dos investigados.

O que a investigação apontava

O Ministério Público relatou suspeitas de empréstimos com juros abusivos, cobrança mediante ameaças e ocultação de patrimônio por terceiros e empresas. As medidas poderiam atingir até R$ 205,7 milhões em bens; esse teto não equivale a dinheiro efetivamente apreendido ou definitivamente confiscado.

Um homem apontado pelos investigadores como líder teve a prisão preventiva decretada. Segundo o MPSP, ele continuaria coordenando atividades enquanto cumpria prisão domiciliar.

A primeira fase havia ocorrido em novembro de 2024. A nova ação buscava apurar a continuidade do esquema. Mandados, bloqueios e prisão cautelar são medidas da investigação: não constituem, por si só, condenação de todos os alvos. A responsabilidade individual depende do andamento do processo e das provas examinadas pela Justiça.

Fontes consultadas

CBN Vale — publicação de referência