Pesquisadores do INPE e do Cemaden apresentaram, em São José dos Campos, perspectivas para o El Niño de 2026 em 15 de setembro. A discussão abordou mudanças na distribuição das chuvas, períodos de calor e preparação para eventos extremos.

O fenômeno se relaciona ao aquecimento do Pacífico Equatorial e influencia a circulação atmosférica. Seus efeitos, porém, não são uniformes nem permitem prever o tempo de cada cidade com meses de antecedência.

Tendência climática não é previsão diária

Na apresentação descrita pela CBN Vale, os pesquisadores apontaram tendências de mais chuva no Sul e condições secas no Norte e Nordeste. Para Sudeste e Centro-Oeste, foi destacada a possibilidade de alternância entre chuva intensa e calor.

Isso não confirma que uma tempestade específica no Vale tenha sido causada pelo El Niño. O Cemaden também publicou esclarecimentos contra interpretações sensacionalistas, ressaltando a diferença entre evidência científica e especulação.

Para os municípios, o debate tem aplicação no monitoramento de áreas vulneráveis e no planejamento de respostas. Alertas operacionais precisam continuar baseados em informações atualizadas. A intensidade de um fenômeno climático não deve ser convertida, sem análise, em certeza sobre enchentes, deslizamentos ou temperaturas de um bairro.

Fontes consultadas

CBN Vale — publicação de referência

Cemaden — evidência científica e El Niño 2026–2027