A produção de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical da Eve foi vinculada à futura fábrica de Taubaté em informações divulgadas pela Embraer em 10 de agosto. A capacidade projetada era de até 480 unidades por ano.
Os eVTOLs são aeronaves, embora frequentemente recebam o apelido de “carros voadores”. A operação comercial depende de etapas industriais, certificação e preparação da infraestrutura de suporte.
Capacidade não é produção garantida
Na conferência de resultados citada pela CBN Vale, a companhia apresentou a meta de iniciar operações comerciais até o fim de 2028, com expectativa de entrada no Brasil e nos Estados Unidos. Era um cronograma empresarial, sujeito ao desenvolvimento do programa.
A Embraer também informou cerca de 3 mil cartas de intenção de compra, além de pedidos firmes. Essas categorias não são equivalentes: intenção de compra não deve ser somada a uma carteira firme como se todos os contratos estivessem concluídos.
Para Taubaté, o projeto acrescenta uma perspectiva de atividade industrial ao polo aeronáutico regional. Entretanto, capacidade instalada e interesse comercial não bastam para calcular quantos empregos serão efetivamente criados ou quanto os fornecedores locais receberão. Esses efeitos precisam ser acompanhados conforme investimentos, contratações e entregas se concretizem.


