A Polícia Civil do Estado de São Paulo confirmou que a violenta rebelião registrada no pavilhão 5 da Penitenciária I de Potim, que culminou no assassinato de dois presos, foi deflagrada após a proibição de entrada de duas visitantes durante o procedimento de revista no sábado (20).
Detecção de ilícitos e revolta
Conforme o registro policial, o escâner corporal da unidade acusou anormalidades na imagem de duas mulheres que pretendiam entrar na unidade para a visita íntima. Seguindo o protocolo de segurança, o acesso de ambas foi negado.
Os companheiros dessas mulheres, detidos na unidade, iniciaram protestos verbais que rapidamente evoluíram para agressões e ameaças físicas contra os agentes penitenciários. De acordo com as investigações, os presos Anderson Luiz Cesário, vulgo “Batata”, e Gabriel Nogueira Carvalho de Jesus coordenaram as ações violentas subsequentes.
Negociações e controle
Os amotinados usaram vergalhões e metais pontiagudos extraídos da estrutura das celas para ferir desafetos. As mortes dos detentos Gustavo Santos Lima Lourenço, de 24 anos, e Carlos Matheus Alves da Silva, de 41 anos, ocorreram em acertos de contas internos durante a tarde de sábado.
Outros 14 familiares que estavam no pavilhão para visitas ficaram retidos dentro do pátio durante o impasse. A situação foi normalizada por volta das 6h de domingo (21), quando equipes especializadas da Polícia Penal e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) efetuaram a invasão do bloco, forçando a rendição dos líderes. Os familiares saíram ilesos.