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Rebelião em Potim começou após visitantes terem entrada barrada, confirma Polícia Civil

Motim no pavilhão 5 da P1 terminou com dois presos mortos e quatro feridos; líderes da ação foram identificados e isolados.

Por Redação Expressão Vale 22 de junho de 2026 às 10:57 2 min de leitura
Rebelião em Potim começou após visitantes terem entrada barrada, confirma Polícia Civil
Penitenciária I de Potim registrou motim violento no pavilhão 5 — Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil do Estado de São Paulo confirmou que a violenta rebelião registrada no pavilhão 5 da Penitenciária I de Potim, que culminou no assassinato de dois presos, foi deflagrada após a proibição de entrada de duas visitantes durante o procedimento de revista no sábado (20).

Detecção de ilícitos e revolta

Conforme o registro policial, o escâner corporal da unidade acusou anormalidades na imagem de duas mulheres que pretendiam entrar na unidade para a visita íntima. Seguindo o protocolo de segurança, o acesso de ambas foi negado.

Os companheiros dessas mulheres, detidos na unidade, iniciaram protestos verbais que rapidamente evoluíram para agressões e ameaças físicas contra os agentes penitenciários. De acordo com as investigações, os presos Anderson Luiz Cesário, vulgo “Batata”, e Gabriel Nogueira Carvalho de Jesus coordenaram as ações violentas subsequentes.

Negociações e controle

Os amotinados usaram vergalhões e metais pontiagudos extraídos da estrutura das celas para ferir desafetos. As mortes dos detentos Gustavo Santos Lima Lourenço, de 24 anos, e Carlos Matheus Alves da Silva, de 41 anos, ocorreram em acertos de contas internos durante a tarde de sábado.

Outros 14 familiares que estavam no pavilhão para visitas ficaram retidos dentro do pátio durante o impasse. A situação foi normalizada por volta das 6h de domingo (21), quando equipes especializadas da Polícia Penal e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) efetuaram a invasão do bloco, forçando a rendição dos líderes. Os familiares saíram ilesos.

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